Não é atoa que Rússia acabou gastando o dobro do Brasil para realizar a atual Copa do Mundo de Futebol, evento global catalisador de negócios devido a sua infiltração capilar em qualquer economia do mundo. Foram 683 bilhões de rublos (R$ 34 bilhões), segundo previsão do Comitê de Orçamento local enviada à Fifa, valores incluíam a construção de infraestrutura, estádios e despesas operacionais nas 11 cidades que receberão jogos. O valor divulgado mostrou um aumento de 44,2 bilhões rublos em relação ao relatório anterior, quando a comissão organizadora declarou que o orçamento era de 638,8 bilhões de rublos, cerca de R$ 35,95 bilhões.

Em 2014, o Brasil gastou R$ 25,5 bilhões, segundo o relatório divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), sendo que isso representa R$ 31,34 bilhões em valores corrigidos pelo IPCA. Desse total, segundo o TCU, R$ 7 bilhões foram gastos em mobilidade urbana, R$ 8 bilhões em estádios, R$ 6,2 bilhões em obras de aeroporto e R$ 996 milhões em obras nos entornos dos estados.

A Rússia investiu também em locais para hospedar as seleções, além dos 12 estádios. Segundo o relatório sobre o impacto econômico do torneio, o evento pode impulsionar o PIB do país, que pode ficar entre US$ 1,62 trilhão e US$ 1,92 trilhão, considerando o período de 10 anos de 2013 até 2023. O resultado é atribuído ao crescimento do turismo, além de gastos em grande escala na construção. Cerca de 220.000 empregos foram criados, segundo o relatório.

Grandes multinacionais fazem investimentos consideráveis durante a Copa do Mundo e nesta 21ªedição do torneio da Fifa, na Rússia, os números em torno da competição dão a medida exata do interesse comercial e financeiro, movimenta bilhões de dólares em direitos de transmissão e patrocínio, levando dezenas de marcas locais e internacionais a investir em ativações para se aproximar dos consumidores e incrementar seus negócios com o lançamento de produtos.

A participação da Adidas começou em novembro de 2017 com o lançamento dos uniformes das seleções de Alemanha, Espanha, Rússia, Japão, Colômbia, Argentina, Bélgica e México, e da bola oficial Telstar 18, inspirada na Telstar usada no México, em 1970, quando teve início a parceria entre a Fifa e a marca alemã e que já está à venda desde 2017 nos principais mercados.

A Anheuser-Busch InBev (AB InBev NV) concentrou sua participação na sua maior campanha publicitária em história de Copa do Mundo de futebol, ancorada na cerveja Budweiser, marca é patrocinadora oficial da competição, que ocorre de 14 de junho a 15 de julho na Rússia. O grupo não divulgou o valor do investimento na campanha. Na Copa do Mundo de 2014, a AB Inbev mas chegou a aumentar em 22% os seus gastos com vendas e marketing, no segundo trimestre, para US$ 1,94 bilhão.
A empresa de serviços financeiros Visa vê o futebol como um importante ativo, tanto assim que ela é um meio de pagamento oficial do torneio, com exclusividade nos estádios e lojas oficiais, por entender que durante a competição há um aumento positivo no volume de transações com seus produtos. Ela atua como único patrocinador da Fifa que pode repassar direitos. Também promove um programa de promoções com 20 parceiros no Brasil que levarão clientes para assistir a jogos na Rússia. Bradesco e Sicredi já lançaram as suas.

A Copa do Mundo também movimenta os milhares de colecionadores que buscam completar o álbum de figurinhas lançado de quatro em quatro anos. Na Copa da Rússia esse hobby está custando praticamente o dobro no custo devido ao reajuste de 100% no valor dos cromos de 2014 para 2018.

Sem considerar as figurinhas repetidas, o colecionador terá de desembolsar R$ 272,80 para adquirir as 682 figurinhas do álbum da Copa do Mundo da Rússia, sem contar com o fato de que a chance de não comprar nenhuma repetida é baixa, quase impossível.

Isso porque o colecionador terá 99,2% de chance de completar o álbum ao comprar 280 pacotinhos (cada um custa R$ 2,00), desembolsando o valor de R$ 560,00 – sem contar o preço do álbum (R$ 7,90). Isso tudo se não for consideradas as repetições. O gasto implica entre R$ 272,80 (com muita sorte, o valor mínimo) e R$ 560,00 (valor máximo).

O mercado de passagens aéreas começou a observar uma movimentação dos torcedores brasileiros que pretendem acompanhar os jogos de perto. De acordo com o Voopter, aplicativo brasileiro de comparação de passagens aéreas, identificou em sua plataforma que houve um aumento de 83% na busca por passagens para o país entre junho de 2017 e março de 2018. Segundo o levantamento da empresa, a variação do valor das passagens para a Rússia neste mesmo período foi de 93.65%, o preço médio foi de R$ 4.683,73.

Mas o brasileiro parece não estar concentrando sua atenção na Copa do Mundo de Futebol que começará mês que vem na Rússia. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra que apenas 27% estão muito interessados, contra 30,7% com pouco interesse e 42% não interessados. Ao serem perguntados sobre o interesse de acompanhar os jogos 63,9% disseram que sim e 32,8% não.

Fonte: Monitor Digital

Valor de mercado da Seleção brasileira é de quase R$ 3 bilhões